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Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos – ULS da Guarda apela à vigilância da comunidade num dia marcado por novas medidas governamentais

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Imagem: ULS Guarda

Assinala-se no dia de hoje, 30 de julho, o Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos, uma data que a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda assinala com um apelo direto à população para a importância de não ignorar os sinais de um crime que constitui uma das mais graves violações dos direitos humanos. Assumindo-se como uma porta de entrada privilegiada no sistema de saúde, a ULS da Guarda sublinha o papel determinante dos seus profissionais na deteção precoce de possíveis vítimas, motivo pelo qual tem investido na “sensibilização e capacitação das suas equipas, promovendo uma resposta integrada, humanizada e articulada com as entidades competentes”, segundo a nota de imprensa enviada à redação. A instituição de saúde alerta a comunidade para indicadores que podem indiciar uma situação de tráfico, tais como “lesões inexplicadas, sinais de exaustão física ou emocional, medo ou ansiedade persistentes, um discurso condicionado ou controlado por terceiros, ausência de documentos de identificação ou impossibilidade de a pessoa falar em privado”.

Sendo o tráfico de seres humanos um crime público em Portugal, a denúncia é um dever de cidadania que pode fazer a diferença na recuperação das vítimas. A ULS da Guarda recorda que qualquer suspeita pode ser comunicada nas suas unidades de saúde ou diretamente à Equipa de Prevenção da Violência em Adultos (EPVA), através do contacto telefónico 927 144 026 ou do e-mail epva.ulsg@ulsguarda.min-saude.pt, lembrando que “um olhar atento, uma palavra ou uma denúncia podem representar o primeiro passo para devolver a liberdade, a segurança e a esperança a quem mais precisa”. Este flagelo assume múltiplas formas, desde a exploração laboral e sexual até à mendicidade forçada, e afeta sobretudo pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, frequentemente ligadas a contextos de pobreza, migração ou exclusão social.

A urgência deste combate ganha novo fôlego a nível nacional precisamente no dia de hoje, com o lançamento, por parte da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, de uma linha de apoio técnico e financeiro dotada de 100 mil euros. Esta medida visa financiar iniciativas de prevenção, capacitação de profissionais e proteção das vítimas desenvolvidas pelas entidades que operam no terreno. Em paralelo, o Governo encontra-se a preparar um novo regime jurídico integrado, cujo grupo de trabalho foi criado a 16 de julho, com o objetivo de clarificar procedimentos e facilitar o acesso das vítimas a cuidados de saúde, apoio social e inserção profissional, colmatando assim a atual falta de um enquadramento claro e unificado.

A pertinência destas ações preventivas é sustentada pelos dados divulgados no presente ano, que traçam um retrato preocupante da realidade nacional. De acordo com um relatório do Grupo de Peritos sobre o Tráfico de Seres Humanos (GRETA) do Conselho da Europa, divulgado no início de junho, as autoridades sinalizaram em Portugal 690 vítimas de tráfico entre 2021 e 2024, das quais 39 eram crianças (quase todas rapazes) e 22 de nacionalidade portuguesa. A maioria dos casos confirmados diz respeito a homens estrangeiros, oriundos de países diversos como a Moldávia, Índia, Colômbia, Senegal ou Brasil, que são traficados para exploração laboral, com particular incidência no setor agrícola. Os peritos europeus alertaram ainda que populações migrantes e mulheres em situação de prostituição encabeçam os grupos de maior risco, sublinhando que alterações na lei da imigração, como o fim das manifestações de interesse, podem agravar o risco de exploração laboral e limitar o acesso a condições dignas de vida e de trabalho no país.

 

Eduardo Silva

GNR detém duas mulheres por furto e abuso de cartão de pagamento em Vila Nova de Foz Côa

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Foto: Comando Territorial da Guarda (GNR)

O Comando Territorial da Guarda, através do Posto Territorial de Vila Nova de Foz Côa, deteve na passada terça-feira, dia 28 de julho, duas mulheres de 26 e 49 anos pelos crimes de furto e abuso de cartão de pagamento. As detenções, que ocorreram fora de flagrante delito no concelho fozcoense, surgem no seguimento de um inquérito que já decorria há cerca de três meses, período durante o qual os militares da Guarda desenvolveram diversas diligências de investigação que permitiram identificar as suspeitas.

Para além do cumprimento dos dois mandados de detenção, a operação da Guarda Nacional Republicana envolveu a realização de duas buscas domiciliárias e três de cariz não domiciliário. Desta ação resultou a apreensão de 1.670 euros em numerário, dois telemóveis e diversos objetos que, segundo as autoridades, foram adquiridos através da utilização indevida de um cartão de pagamento da vítima.

Após a conclusão das diligências, as duas mulheres foram presentes ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa, que determinou que as suspeitas fiquem sujeitas a termo de identidade e residência, à obrigação de apresentações periódicas num posto policial e à proibição estrita de estabelecerem qualquer tipo de contacto com os restantes intervenientes no processo.

 

Eduardo Silva

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas marca presença na fronteira de Vilar Formoso em ação de prevenção da Cap Magellan

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Foto: Cap Magellan

A fronteira de Vilar Formoso vai acolher, no fim de semana de 1 e 2 de agosto de 2026, uma ação da 24.ª edição da campanha de segurança rodoviária «Sécur’Été 2026 – Verão em Portugal». Promovida pela Cap Magellan, numa iniciativa conjunta com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e com o apoio da sua congénere francesa, a Délégation à la Sécurité Routière, a operação destina-se prioritariamente aos automobilistas portugueses e lusodescendentes que regressam a Portugal para as férias de verão, oriundos de França e de países vizinhos.

Durante os dois dias, a equipa da Cap Magellan marcará presença tanto na própria fronteira como na área de serviço BP da autoestrada A25, no sentido Espanha-Aveiro, situada a cerca de 11 quilómetros do limite fronteiriço. No terreno, a ação contará com o acompanhamento de representantes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Associação Nacional dos Alistados das Formações Sanitárias (ANAFS), que assume o papel de parceiro operacional local desta etapa. O momento institucional de maior destaque está agendado para a manhã de sábado, 1 de agosto, pelas 11h30, numa sessão de apresentação à imprensa que terá a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e do Presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Machado. Esta sessão envolverá ainda representantes do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), da ANSR e do Millennium bcp.

Reconhecida há mais de vinte anos, esta campanha mobiliza anualmente centenas de voluntários e parceiros em França, Espanha e Portugal e assenta em duas vertentes essenciais e complementares. Por um lado, incide na prevenção junto dos condutores que enfrentam longas viagens, alertando para riscos como o cansaço, a diminuição da vigilância, o excesso de velocidade e a ausência de paragens regulares. Por outro, foca-se na sensibilização dos jovens condutores para o perigo da condução sob o efeito de álcool ou estupefacientes, especialmente em contextos festivos de verão.

Embora as mensagens de sensibilização beneficiem todos os utentes da estrada, o foco principal recai sobre os emigrantes em trânsito. Segundo o comunicado de imprensa enviado à redação, para além da forte presença em Vilar Formoso, a principal porta de entrada terrestre na região, o eixo português da operação estender-se-á também em simultâneo às fronteiras de Chaves (1 e 2 de agosto) e de Valença (1 de agosto), reforçando o “compromisso [da organização] com a segurança rodoviária: fazer da segurança rodoviária uma prioridade, incentivando comportamentos responsáveis e conscientes ao volante, para um verão mais seguro para todos.”

 

Eduardo Silva

Incêndio que consumiu mais de 4000 hectares nos concelhos de Pinhel, Guarda, Almeida e Sabugal encontra-se dominado

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O incêndio de grandes proporções que deflagrou ao início da tarde de segunda-feira na localidade de Rochoso, no concelho da Guarda, e que se estendeu aos municípios vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal, encontra-se em fase de conclusão. O alerta foi dado pelas 13h51 e, após um intenso combate, o fogo entrou em resolução à 1h05 do dia de hoje, passando à fase de conclusão pelas 7h05, de acordo com os dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. No terreno, pelas 10h00 de hoje, mantinham-se quase 500 operacionais, apoiados por cerca de 150 viaturas e três meios aéreos, focados agora num trabalho minucioso de rescaldo e na consolidação de todo o perímetro afetado para evitar possíveis reativações.

A dimensão e agressividade desta ocorrência exigiram a mobilização de um forte dispositivo de combate, que, no seu pico máximo, chegou a colocar no terreno mais de 700 operacionais, mais de 200 viaturas e mais de uma dezena de meios aéreos. O esforço das corporações foi dificultado pelas condições meteorológicas severas, caracterizadas por baixos níveis de humidade e ventos inconstantes, aliadas à orografia de um território íngreme e de difíceis acessos. Durante as operações de combate de segunda-feira, cinco elementos da Proteção Civil sofreram ferimentos ligeiros. Numa avaliação preliminar efetuada no posto de comando, João Rodrigues, comandante sub-regional das Beiras e Serra da Estrela, indicou que as chamas consumiram uma área de cerca de 4.000 hectares, ao longo de um extenso perímetro que atingiu os 40 quilómetros.

O avanço rápido das diferentes frentes de fogo provocou perturbações na mobilidade da região, obrigando as autoridades a cortar a autoestrada A25 e a Estrada Nacional 16 ao início da tarde de terça-feira. A circulação nestes eixos viários, cruciais para a ligação transfronteiriça, só viria a ser reposta em segurança já na madrugada desta quarta-feira, pelas 0h10. Ao nível das populações, o cenário motivou uma forte apreensão por parte dos autarcas locais. Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal da Guarda, chegou a expressar em declarações à Lusa a sua preocupação com a dificuldade em travar o incêndio, lamentando o tempo decorrido apesar do grande volume de meios mobilizados no terreno.

Apesar da magnitude do perímetro ardido, a articulação das forças de socorro com o apoio dos populares e agentes da Guarda Nacional Republicana permitiu salvaguardar o bem-estar das populações e respetivas habitações. No concelho de Pinhel, onde as chamas ameaçaram zonas como Pínzio e Safurdão, a autarca Daniela Capelo confirmou à Lusa que a situação se manteve sempre sob vigilância sem necessidade de retirar habitantes. No concelho de Almeida, por precaução, procedeu-se à evacuação dos utentes da Associação Sócio Terapêutica de Almeida (ASTA), sediada na Cabreira. Com a situação extinta e o perigo imediato afastado, as populações e as forças de segurança respiram agora de alívio, mantendo-se ativas as operações de vigilância no rescaldo de mais um embate com os fogos florestais na região.

 

Eduardo Silva

Campeonato Nacional de Supercross regressa a Fernão Joanes a 8 de agosto

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Foto: Associação Cultural e Recreativa de Fernão Joanes

O Campeonato Nacional de Supercross está de regresso a Fernão Joanes com a sua 5ª edição no próximo dia 8 de agosto de 2026. Apresentada oficialmente a 23 de julho, numa conferência de imprensa realizada nas instalações da Ergovisão, na Guarda, esta etapa alia a adrenalina da alta competição sobre duas rodas a uma diversificada oferta de lazer, com a expectativa de atrair centenas de entusiastas e famílias de toda a região.

Segundo a Nota de Imprensa enviada à redação, “a grande novidade desta edição reside no investimento contínuo nas condições de acolhimento do público, destacando-se uma Zona de Bancada completamente renovada, pensada para oferecer a melhor visibilidade, conforto e segurança durante os saltos e ultrapassagens mais marcantes da noite”.

A ação na pista arranca ao final da tarde, pelas 17h00, com os treinos livres e cronometrados. Pouco depois, às 17h30, o ambiente no recinto começa a aquecer com um Sunset animado pelo DJ Sousa. O ponto alto acontece às 20h00 com a queda da grelha de partida para as Provas Oficiais, dando início à luta pelos pontos no campeonato nacional. As emoções em pista prolongam-se pela noite dentro e culminam num After-Party a partir das 00h30, marcando o regresso do DJ Sousa à mesa de mistura para fechar o evento em clima de festa.

Indo ao encontro de um público cada vez mais diversificado, a organização sublinha que este é um evento pensado para toda a família. Para garantir a comodidade de todos, o recinto estará dotado de uma Zona de Restauração com variadas opções gastronómicas e de uma Zona Infantil dedicada exclusivamente à diversão dos mais novos. Além de todo o espetáculo proporcionado pelos pilotos, o público presente habilita-se ainda a ganhar diversos prémios que serão sorteados e distribuídos de surpresa ao longo do evento.

A realização desta etapa, segundo a organização do evento, “reforça a tradição e a excelência de Fernão Joanes no panorama desportivo nacional” e resulta de um esforço conjunto que conta com os apoios da Câmara Municipal da Guarda (CMG), do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) e da Junta de Freguesia local. A estes junta-se a colaboração de diversos parceiros locais, entre os quais a Ergovisão, cujo envolvimento contínuo torna possível a concretização de mais uma grande noite dedicada aos motores e ao convívio.

 

Eduardo Silva

“Não há verão como o da Cidade Falcão” – Pinhel aposta na descentralização e num cartaz para todas as gerações

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Imagem: CMP

A programação cultural de verão em Pinhel promete trazer dinamismo e uma aposta na descentralização. Daniela Capelo, Presidente da Câmara Municipal, assume o compromisso da autarquia em levar a cultura às diversas freguesias do concelho, procurando não concentrar as atividades exclusivamente na sede do concelho. O Festival Património – Fado e Guitarra Portuguesa é o grande exemplo desta proximidade, percorrendo várias localidades e levando a cultura diretamente às populações. A autarca destaca a importância desta estratégia: “O poder local é o poder da proximidade, é o poder que está junto das pessoas e, portanto, nós temos também a obrigação de fazer um esforço adicional para não concentrar as atividades na sede de concelho”. Daniela Capelo reforça que o objetivo é ir ao encontro dos munícipes, notando a “muita adesão por parte das pessoas”, o que demonstra que “reconhecem este esforço (…) e valorizam estas iniciativas”, que promovem tanto o conforto da proximidade como a valorização da “identidade e (…) cultura portuguesa”.

A oferta cultural para o mês de agosto foi desenhada para preencher “praticamente todas as noites”, com uma agenda que cruza o desporto, a música e o debate sobre temas estruturantes para a região. A presidente do município sublinha a vivacidade do concelho nesta época, lembrando que “agosto é sempre um mês extraordinário, de muita vida quer nas aldeias, quer na sede do concelho”. O culminar desta programação aponta para o dia 25 de agosto, momento em que Pinhel assinala o seu feriado municipal e os duzentos e cinquenta e seis anos de elevação a cidade. Este momento festivo ganha particular relevância por coincidir com o regresso da diáspora pinhelense. “Celebramos também o regresso dos emigrantes a casa, temos a felicidade de ter o nosso feriado municipal no mês em que as pessoas regressam às suas terras”, sublinha Daniela Capelo, destacando a capacidade de agradar simultaneamente a quem cá vive todo o ano e aos que agora visitam a “Cidade Falcão”.

Daniela Capelo considera que o cartaz das Festas da Cidade 2026 foi pensado para que Pinhel conte com uma programação diversificada e para que una gerações. “As iniciativas culturais tendem a ir ao encontro do gosto de toda a gente. Portanto, nós temos música mais ligeira, temos um concerto de música clássica, temos os artistas que são mais sonantes e que têm mais músicas a rodar nos primeiros números do top”, explica a autarca, reforçando a preocupação contínua da autarquia de “tentar ter iniciativas que possam agradar a todos, respeitando o gosto de todos”.

A par da cultura, o desporto assume um papel central na vitalidade do concelho. O torneio de futsal Interfreguesias continua a mobilizar muitos apoiantes das várias aldeias em competição. A presidente descreve como “uma iniciativa única”, onde é visível “a adesão, o entusiasmo das pessoas, a forma aguerrida como vivenciam e como vivem os jogos”. Pinhel conta também, uma vez mais, com o Campeonato de Portugal de Drift, que regressa para colocar a “Cidade Falcão” sob os holofotes do desporto motorizado nacional, com a particularidade de, sendo uma das últimas etapas, ser “muito provável que, tal como tivemos há dois anos, se decida aqui o campeão nacional”, o que se traduz num atrativo adicional para espetadores de todo o país.

Fugindo ao rebuliço citadino, o município promove também experiências diferenciadoras centradas no património natural, como é o caso das sessões de astronomia. “É fundamental a diversidade para tentarmos ir ao encontro do gosto de todos e para também proporcionarmos experiências diferentes”, salienta Daniela Capelo, dando o exemplo da parceria com a Fundação Côa Parque para realizar sessões em Cidadelhe, localidade com “o céu ideal para isso”. As tradições populares e as festas de aldeia mantêm-se igualmente como um pilar da identidade local, com a Câmara Municipal a assegurar apoio logístico e financeiro contínuo às mordomias e juntas de freguesia “desde meados de julho até meados de setembro (…) todos os fins de semana sem parar, para manter vivas as tradições”.

Trabalhando em rede com diversas associações e parceiros, fica o mote e o convite final da presidente da Câmara Municipal para que se aproveite intensamente tudo o que o concelho tem para oferecer ao longo das próximas semanas. “Não há verão como o da Cidade Falcão”, garante a autarca. “Trabalhamos em rede porque queremos trabalhar todos juntos, porque sabemos que juntos chegamos mais longe, proporcionando atividades que são ricas e que valorizam as pessoas e o território”. O convite estende-se a todos os pinhelenses, aos emigrantes que agora regressam a casa e a todos os visitantes, para que venham viver e sentir o verão em Pinhel.

 

Eduardo Silva

José Vaz despede-se do Agrupamento de Escolas de Pinhel após 20 anos de dedicação

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Após quase 20 anos a liderar o Agrupamento de Escolas de Pinhel, José Vaz cessou funções por motivo de aposentação na passada segunda-feira, 20 de julho. A despedida ficou marcada por momentos emotivos, onde, de voz trémula, o antigo diretor fez questão de sublinhar a sua profunda ligação à comunidade educativa e ao concelho. “Levo comigo memórias inesquecíveis, amizades verdadeiras e a certeza de que dei o melhor de mim ao agrupamento de escolas de Pinhel e a esta terra que aprendi a amar”, confessou, acrescentando um agradecimento pelos anos de realização pessoal e profissional. “Para mim, serei sempre o diretor do Agrupamento de Escolas de Pinhel. Para mim, serei sempre, orgulhosamente, pinhelense”, declarou emocionado.

No momento de fazer o balanço, José Vaz não escondeu que pode ter havido falhas e admitiu os momentos de adversidade, assumindo que “nem tudo terá sido perfeito, porque felizmente a perfeição não existe, mas tudo foi feito com honestidade, dedicação e amor à causa pública”. O diretor apontou como o seu maior desafio o acompanhamento de “situações de grande fragilidade social, familiar ou de saúde” na comunidade escolar. A pandemia de Covid-19 foi outro dos períodos mais difíceis, exigindo “reorganizar e até reinventar o funcionamento escolar quase diariamente”. Neste campo, fez questão de realçar com orgulho que, naquele momento crítico e com o “total apoio do município de Pinhel, em pouco mais de 24 horas, conseguimos ficar ligados online a todos os alunos”, garantindo a continuidade das aprendizagens.

O diretor cessante destacou ainda os investimentos realizados na modernização dos espaços, a qualificação das escolas e a gestão rigorosa, mas considerou que “uma das maiores conquistas deste percurso foi a melhoria consistente dos resultados escolares”. Ao longo dos anos, verificou-se uma redução da taxa de retenção e um maior acesso ao ensino superior, conquistas que, segundo o próprio, “refletem o trabalho rigoroso desenvolvido pelos docentes, pelas equipas pedagógicas e por todos os profissionais”. Sem falsas modéstias, afirmou que deixa “um agrupamento mais sólido, mais moderno, mais reconhecido e melhor preparado para enfrentar os desafios futuros”, concluindo que servir a instituição “constituiu uma das maiores honras” da sua vida e que sai com a “consciência tranquila de quem deu sempre o melhor de si”.

A emoção tomou também conta de Daniela Capelo, Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, que destacou o empenho de José Vaz no serviço à comunidade. “Há despedidas que se fazem apenas com palavras e há outras que se fazem sobretudo com sentimentos. A de hoje pertence a esse segundo grupo”, afirmou a autarca, recordando que nas funções diretivas nunca faltou dedicação a José Vaz, “nem tão pouco a convicção de estar a servir uma causa maior”. Para a presidente, o diretor foi o exemplo de uma liderança atenta. “Foi essa dimensão humana de uma liderança próxima, atenta e agregadora, que marcou o seu percurso e permanecerá na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de com ele trabalhar”, destacou.

Daniela Capelo partilhou que do compromisso férreo de servir os pinhelenses surgiu uma forte amizade, “que muitas vezes tentava amenizar as dificuldades do dia-a-dia com uma pitada de amor e uma gargalhada”. Num discurso de gratidão, a autarca dirigiu várias palavras sentidas a José Vaz: “Obrigada pelo tempo que ofereceu à escola. Obrigada pelas horas que ninguém contou. Obrigada pelas decisões difíceis que teve de tomar. Obrigada por acreditar que a escola pública continua a ser um dos maiores instrumentos de igualdade, de desenvolvimento e de esperança.”

O trajeto longo e dedicado de José Vaz no agrupamento, que culminou agora com a sua aposentação, foi enaltecido, sendo reconhecido pelo Conselho Geral com um voto de louvor aprovado por unanimidade, bem como pela direção que o acompanhou. Recorde-se que este percurso contemplou os cargos de Vice-presidente do Conselho Diretivo do Agrupamento Vertical de Escolas entre 2007 e 2009, de Presidente da Comissão Administrativa de Transição entre 2009 e 2010, e, finalmente, de Diretor do Agrupamento de Escolas de Pinhel, cargo que desempenhou de forma ininterrupta entre 2010 e 2026.

 

 

Eduardo Silva

António Marques toma posse como novo diretor do Agrupamento de Escolas de Pinhel

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António Marques, eleito para a direção do Agrupamento de Escolas de Pinhel no passado dia 22 de junho, tomou posse na tarde de ontem, 20 de julho. O novo diretor encara o cargo como uma missão cívica e assume que tem pela frente tempos exigentes, marcados por transformações no sistema educativo.

“Assumir a liderança desta instituição não é um mero ato administrativo. É, acima de tudo, aceitar uma missão cívica de guiar, proteger, potenciar o futuro das crianças e jovens desta região”, afirma o novo responsável. Assumindo-se como conhecedor do território e das suas gentes, António Marques alerta para a complexidade atual da escola pública. Entre os diversos desafios que se avizinham nos próximos anos, destaca a “reforma profunda do sistema educativo”, com a transição digital dos exames nacionais, a criação do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação – ­EduQA (que vai agregar o JNE, IAVE, DGE, ANQEP, entre ouras entidades), a prevista fusão do 1º e 2º ciclos a partir de 2027-2028 e o processo de migração dos serviços educativos para a cloud e gestão centralizada de dados escolares até janeiro de 2027. “Tudo isto vai requerer mudanças, ajustes e, sobretudo, a dedicação de todos. Mas é precisamente perante estes desafios que a nossa determinação tem de ser maior”, sublinha.

Liderar um agrupamento no interior do país obriga, segundo o próprio, “a uma resiliência acrescida, (…) [para] combater a falta de alunos (…) e a trabalhar diariamente para garantir a fixação de talentos, a inclusão real e a igualdade de oportunidades”. Para dar resposta a estas exigências, o mandato de António Marques assenta em quatro pilares fundamentais. O primeiro, e considerado o mais importante pelo diretor, é a criação de uma “escola feliz”. “Ninguém aprende verdadeiramente, ninguém ensina com paixão, ninguém trabalha com dedicação num lugar onde não se sinta bem. (…) A saúde mental, a empatia e o respeito não são secundários, têm que ser a base”, defende.

O segundo pilar baseia-se na centralidade no aluno. Recusando uma visão de ensino estritamente focada em notas e exames, a prioridade passa por formar “cidadãos inteiros, que sejam críticos, autónomos, solidários e que estejam preparados para um mundo em constante mudança”, equilibrando a procura do conhecimento com a vertente do “saber-estar” e “saber-ser”.

A valorização das equipas e o reforço do trabalho em rede constituem o terceiro pilar de atuação. Consciente da escassez estrutural e do envelhecimento dos recursos humanos no setor, António Marques promete uma “liderança de proximidade, de porta aberta, que escuta, que apoia e que valoriza quem está no terreno”, enaltecendo quer os professores e educadores, quer o papel vital do pessoal não docente e técnico. Para superar os desafios associados à falta de atratividade da carreira, o diretor conta com o apoio estratégico do município de Pinhel.

O quarto e último pilar prende-se com a abertura à comunidade. “O Agrupamento de Escolas de Pinhel não pode ser uma ilha fechada sobre si mesma”, frisa o diretor, apelando a uma educação participativa onde autarquia, tecido empresarial, instituições locais e encarregados de educação façam parte ativa do quotidiano escolar e das decisões que impactam a vida dos jovens.

Não querendo apagar o trabalho desenvolvido até à data, o novo líder deixou um agradecimento público ao seu antecessor, o professor José Vaz, pela obra feita e pela partilha pessoal e profissional. Contudo, António Marques vinca que o novo ciclo exige “olhar em frente com ambição, exigência e inovação e continuar a levar o agrupamento à excelência”, garantindo “rigor e transparência” na defesa da escola pública.

Do lado da autarquia, Daniela Capelo, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, assegura a continuidade do trabalho conjunto entre o município e a instituição de ensino. “A diminuição da população, o envelhecimento e a necessidade de criar oportunidades para fixar os nossos jovens são realidades que conhecemos muito bem. Mas também sabemos que nenhuma estratégia de desenvolvimento terá sucesso se não colocar a educação no centro das suas prioridades”, referiu a autarca, reiterando o investimento municipal em infraestruturas, transportes, ação social e atividades de enriquecimento.

Dirigindo-se ao recém-empossado diretor, Daniela Capelo deixou votos de sucesso, coragem e serenidade para esta missão de grande responsabilidade. “Desejo-lhe coragem para decidir, serenidade para enfrentar os momentos difíceis e sensibilidade para nunca perder de vista aquilo que verdadeiramente importa, as pessoas”, concluiu a edil, lembrando que “investir na educação é investir na maior riqueza que um concelho pode ter, as suas pessoas”.

Refira-se que a composição da restante equipa diretiva do Agrupamento de Escolas de Pinhel ainda não é conhecida. António Marques foi eleito no passado dia 22 de junho pelo Conselho Geral da instituição, num escrutínio que contou também com a candidatura de Carla Santos.

 

Eduardo Silva

Grupo de jovens “Mensageiros da Esperança” leva alegria e conforto à Unidade de Cuidados Continuados em Pinhel

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Foto: Mensageiros da Esperança

Em Pinhel, o grupo de jovens “Mensageiros da Esperança” está a promover uma iniciativa de voluntariado que já levou juventude, música e conforto aos utentes de vários lares do concelho de Pinhel. Na passada terça-feira, dia 14 de julho, chegou a vez da Unidade de Cuidados Continuados de Pinhel acolher esta ação de voluntariado.

A intervenção comunitária tem sido um dos pilares deste grupo, que tem ganho dinamismo no concelho de Pinhel e que até viralizou no TikTok com um registo fotográfico de uma das atividades realizadas numa ação de voluntariado no lar do Centro de Apoio Social de Pala, alcançando mais de 7 milhões de visualizações. A semente deste projeto, que tem como uma das suas principais vertentes a solidariedade, começou a germinar no final de um ciclo de catequese. “Os miúdos terminaram a catequese, fizeram o crisma e depois quiseram continuar. E foi daí que veio a ideia”, explica Armanda Vicente, um dos elementos do grupo, acrescentando que “uma das grandes motivações foi também os convívios fraternos”.

Depois da experiência em vários lares de idosos tradicionais, os Mensageiros da Esperança decidiram dar um passo em frente e enfrentar uma realidade clínica mais complexa. Beatriz Cardoso, também membro do grupo, esclarece que a intenção passou por sair da zona de conforto. “A unidade de continuados (…) traz um peso sempre diferente. Então também queríamos acabar por nos desafiar a vermos este tipo de realidade”, nota a jovem.

Numa unidade onde os utentes se encontram num estado de maior dependência, o trabalho de preparação prévio é fundamental. Armanda Vicente detalha que o grupo procura reunir-se para organizar as dinâmicas adequadas. “Quando chegamos, normalmente o que mais facilita o contacto é mesmo a música, então a ideia é sempre cantar, cantamos e dançamos com eles e depois fazemos algumas atividades de motricidade fina, de algum raciocínio lógico [e] rezamos o terço”, descreve.

Ainda assim, o choque de realidades é inevitável e traz consigo algumas lições. A voluntária confessa que uma das coisas que mais impactou o grupo foi perceber que a dependência não escolhe idades. “Aqui numa unidade de cuidados continuados não há só pessoas com muita idade, também há pessoas bem mais novas (…) com bastantes limitações bem acentuadas. E estar perto de pessoas, assim, bem mais novas também nos faz pensar e também levamos isso para casa”, sublinha Armanda Vicente.

Do lado de quem recebe, o impacto desta partilha é inegável. Carla Inácio, animadora sociocultural da instituição, garante que os voluntários foram recebidos com muita alegria e descreve a visita como “uma lufada de ar fresco” para quebrar as rotinas da unidade. “Todas as iniciativas são importantes, mas esta em particular, como o nome indica, é uma mensagem de esperança. E quando essa mensagem é trazida por jovens, ainda é muito mais importante”, afirma a profissional, destacando que “o conforto e a partilha de saberes é muito benéfico para ambos”.

O primeiro contacto costuma ser, no entanto, de alguma apreensão. Beatriz Cardoso nota que, no início, os utentes ficam surpreendidos e “de pé atrás”, não dando logo total confiança. Contudo, os resultados práticos da visita superam rapidamente qualquer barreira inicial, chegando mesmo a surpreender os próprios profissionais de saúde. Armanda Vicente partilha um episódio marcante protagonizado por uma fisioterapeuta da unidade, que notou a diferença num utente: “Amanhã vou pôr estas músicas porque comigo não consegue levantar os braços e aqui com estas músicas esteve aqui sempre de braço levantado”. A integrante do grupo confessa que conseguir este retorno “enche um bocadinho o ego, que é um ego saudável”.

Questionada sobre se a experiência é para repetir na instituição, Carla Inácio não hesita e aconselha “vivamente a todos aqueles que tiverem no seu íntimo essa intenção que o façam, porque ver o brilho nos olhos de um utente, fazer a diferença na vida de alguém é muito gratificante”.

Gratidão é também a palavra de ordem entre os jovens voluntários. Ver a apatia dar lugar à alegria e à reciprocidade é considerado o “combustível certo para o coração” e a prova viva de que recebem sempre muito mais do que aquilo que dão. O projeto vai continuar na estrada e a próxima paragem, adianta Beatriz Cardoso, será no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Pinhel. Para os jovens do concelho que se queiram juntar a esta missão, o processo é simples: basta contactar o grupo através das redes sociais, como o Instagram ou o Facebook, dirigir-se a um dos membros ou falar diretamente com o Padre Jorge Castela.

 

Eduardo Silva

Dois detidos por provocarem cinco incêndios florestais nos concelhos de Penedono e Mêda

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Foto: PJ

Segundo um comunicado enviado à redação, a Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve ontem dois suspeitos de atearem cinco incêndios florestais nos concelhos de Penedono e Mêda, ocorridos no mês de agosto de 2025.

A operação contou com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior, que integra elementos da GNR, do ICNF e da própria PJ, que fez saber em comunicado de imprensa que os detidos, um homem de 46 anos e uma mulher de 21 anos, foram capturados fora de flagrante delito pelos crimes registados nas localidades de Ourozinho, Alcarva, Souto e Bebevezes.

A investigação, que decorria desde a data dos acontecimentos, permitiu apurar que o motivo dos crimes estaria diretamente ligado às festividades destas povoações. Lê-se no comunicado que os suspeitos utilizaram “chama direta [para atear o fogo], em formações vegetais espontâneas, junto à berma de estradas, presumindo-se que para permitir uma melhor fuga”. O objetivo da dupla passava por “causar perturbação e o pânico nas populações que se concentravam nos referidos festejos”.

Apesar da intenção criminosa, os incêndios acabaram por não assumir maiores proporções graças à deteção precoce por parte de populares que circulavam naquelas vias. Adiantou a PJ que este pronto alerta permitiu uma intervenção rápida e eficaz dos bombeiros, que contaram com o apoio de meios aéreos. Caso contrário, a “progressão [das chamas] poderia ter colocado em perigo vastas manchas florestais, áreas agrícolas (soutos de castanheiros), habitações, armazéns e unidades industriais”.

Os dois arguidos detidos vão agora ser presentes a primeiro interrogatório judicial, onde lhes serão aplicadas as medidas de coação tidas como adequadas.

 

Eduardo Silva

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