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Juventude Franciscana de Portugal visitou o concelho de Pinhel, numa jornada de fé, serviço e descoberta

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Foto: Paróquia de Pinhel

O concelho de Pinhel foi o palco eleito para acolher a Atividade Nacional de Verão da Juventude Franciscana (JuFra), um encontro que procurou unir o convívio e o lazer ao serviço comunitário e à solidariedade. A iniciativa reuniu elementos oriundos de diversas zonas do litoral português: Barcelos, Barreiro e Varatojo.

A decisão de rumar a terras pinhelenses nasceu de um repto lançado pelo Frei Miguel Grilo, frade capuchinho com raízes na localidade de Prados, que desafiou o grupo a visitar uma zona onde, nas suas palavras, existiam várias povoações a carecer de visitas e de companhia. Segundo Liliana Fortuna, Presidente do Conselho Nacional da JuFra, esta atividade anual visa “descontrair, estarmos com os outros, fortalecer laços”, sendo simultaneamente uma oportunidade para os participantes conseguirem “sair um bocadinho da zona de conforto”.

O contraste com a realidade acelerada dos grandes centros urbanos não deixou os visitantes indiferentes. Andreia Silva, membro da Fraternidade de Barcelos, confessou a sua surpresa perante a tranquilidade do ritmo local: “Parece que nós vemos as pessoas na sua vida, mas têm tempo para conversar. E só essa experiência de modo de vida foi gratificante”. Miguel Silva, secretário da Fraternidade Local do Varatojo, corroborou desta visão e enalteceu a excelência dos serviços públicos e da manutenção do concelho, sublinhando com espanto que “não havia uma ponta de lixo” nas ruas ou nas estradas nacionais, algo invulgar face àquilo a que estão habituados.

Desde a sua chegada a terras da “Cidade Falcão”, a 30 de julho, os jovens colocaram mãos à obra numa série de atividades de proximidade. O roteiro incluiu, logo no primeiro dia, uma visita ao centro-dia de Alverca da Beira e um percurso pela localidade para interagir abertamente com os habitantes. No dia seguinte, marcaram presença no lar de Vila Franca das Naves, onde dinamizaram momentos de animação com os utentes. “Fizemos atividades de animação dos idosos, como dançar e cantar algumas músicas, fizemos alguns jogos para os entreter”, partilhou Liliana Fortuna, frisando a importância que o grupo deu à visita dos doentes mais acamados, de forma a garantir que ninguém ficava de fora. Participaram, ainda, em momentos dinâmicos de lazer, autoconhecimento e oração com o grupo Mensageiros da Esperança.

Tomás Pereira, de apenas 12 anos e o membro mais jovem a participar nesta atividade nacional, fez um balanço de grande aprendizagem. O jovem do Varatojo destacou que o que mais o marcou foi “ajudar as outras pessoas” e aproveitou a ocasião para, em conjunto com Miguel Silva e Andreia Silva, deixar uma sentida mensagem à comunidade e a uma “pessoa muito especial” que foi vizinha destes jovens durante a sua estadia: “Queremos dar um beijinho para si, Dona Deolinda”. Tomás expressou ainda gratidão pelo acolhimento em Prados, nomeadamente aos pais do Frei Miguel, Sr. Manuel e Dona Fernanda.

Para além da forte componente solidária, a JuFra aventurou-se à descoberta das riquezas naturais e paisagísticas de Pinhel. De entre os vários lugares visitados, o grupo destacou o Miradouro da Faia e a zona histórica de Pinhel. Também as encostas dos Passadiços do Côa mereceram a sua admiração, culminando com um piquenique junto ao rio. A paisagem pinhelense revelou-se impactante: Andreia Silva mostrou-se encantada com as planícies e as vinhas que transmitem “leveza [e] calma”, enquanto Miguel Silva elegeu o Miradouro da Faia como a sua paragem de eleição, tecendo elogios à estrutura e à profundidade esmagadora da paisagem.

A forte ligação aos movimentos locais revelou-se outro pilar estrutural do sucesso deste encontro. Os jovens revelaram ter sido carinhosamente acolhidos pelo grupo de jovens local, os Mensageiros da Esperança, e pela Ordem Franciscana Secular (OFS) de Pinhel. Sofia, Vice-Presidente do Conselho Nacional da JuFra, enalteceu a oportunidade de conseguirem “beber um bocadinho da experiência” do grupo de Pinhel, de forma a crescerem mutuamente.

O culminar desta comunhão deu-se no domingo, através de uma peregrinação conjunta a celebrar o Jubileu Franciscano e o Perdão de Assis, num trajeto que ligou a Igreja de Santo António à Igreja de São Luís.

Esta imersão no interior despertou ainda a grande admiração da JuFra pelo trabalho desenvolvido pelos Mensageiros da Esperança. O grupo de Pinhel foi elogiado por iniciativas como a “Tour dos Abraços”, onde animam eucaristias e levam alegria e abraços a aldeias que são caraterizadas como desertificadas e com poucos jovens. “É mesmo chocante ver, passar por aldeias e ver aldeias vazias”, lamentou Andreia Silva, aplaudindo o esforço destes jovens pinhelenses na quebra do isolamento.

Com a bagagem repleta de calor humano, o grupo despediu-se do concelho com a esperança de regressar um dia. Em jeito de conclusão, Liliana Fortuna apelou a que toda a juventude se mobilize para construir “uma igreja em saída, como o Papa Francisco tanto nos incentivou”, urgindo a desconstrução do velho estigma de que a religião é algo reservado ao passado ou aos mais velhos.

Num tom mais descontraído, Miguel Silva, que inicialmente se juntou à JuFra “por causa de um bolo”, rematou com um apelo direto a todos os jovens que sentem receio em dar o primeiro passo: “O receio é normal. […] O meu convite é venham, experimentem e depois tirem as vossas conclusões”.

Foto: JuFra

Eduardo Silva

ULS da Guarda garante mais de 123 mil euros de financiamento europeu para formação profissional

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Foto: ULS Guarda

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda viu aprovada a sua candidatura “Formação de Profissionais do Setor da Saúde – 2026/2027”, integrada no Programa Temático Demografia, Qualificações e Inclusão – PESSOAS 2030. Segundo a nota de imprensa enviada à redação, este é “um investimento estratégico que permitirá reforçar as competências dos seus profissionais e continuar a elevar a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população”.

A operação global representa um investimento elegível na ordem dos 145.748,50 euros, dos quais 123.886,23 euros são cofinanciados a 85% pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu Mais (FSE+). Para a instituição, esta aprovação “traduz o compromisso da ULS da Guarda com a valorização contínua dos seus profissionais”, partindo da premissa de que investir nas equipas que operam em cada local de assistência médica é investir diretamente na segurança, inovação e qualidade clínica.

No plano prático, o projeto prevê a dinamização de 153 ações de formação, perspetivando-se um envolvimento expressivo de 2.793 participações. Este plano formativo abrange áreas estratégicas planeadas consoante as necessidades identificadas no centro da atividade organizacional e assistencial da ULS. O objetivo principal passa por dotar o corpo clínico e técnico de conhecimentos atualizados, de forma a responder aos desafios crescentes do Serviço Nacional de Saúde e às necessidades efetivas da população.

A instituição perspetiva esta operação como “uma aposta na excelência dos cuidados de saúde, na modernização da organização e na capacitação dos seus profissionais”. Desta forma, espera-se que a ULS da Guarda reforce a sua capacidade de resposta, “cada vez mais qualificada, humanizada e diferenciada” aos utentes espalhados pelos 13 concelhos da sua área de influência. Aprovada ao abrigo do aviso PESSOAS-2025-24 e inserida no Portugal 2030, a iniciativa vem reafirmar o peso estrutural dos fundos comunitários no fortalecimento da saúde na região.

 

Eduardo Silva

GNR detém quase 600 pessoas e regista mais de sete mil infrações de trânsito numa semana

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Foto: Revista Comunidades Portuguesas

A Guarda Nacional Republicana (GNR) levou a cabo um conjunto de operações de prevenção e combate à criminalidade e à sinistralidade rodoviária em todo o território nacional, entre os dias 24 e 30 de julho. Segundo o comunicado de imprensa enviado à redação, esta força de segurança registou um total de 569 detenções em flagrante delito no decurso da sua atividade operacional semanal.

A GNR revelou que a condução sob o efeito do álcool motivou 199 detenções, seguindo-se a falta de habilitação legal para conduzir, com 98 casos. As ações desenvolvidas em cada local de patrulhamento resultaram ainda na detenção de 60 indivíduos por tráfico de estupefacientes, 23 por furto e roubo, 22 por posse ilegal de armas, 11 por incêndio florestal e dez por violência doméstica. No centro destas operações diárias, destacam-se também as apreensões de narcóticos, com mais de 151 mil doses de cocaína retiradas de circulação, a par de 9.851 doses de haxixe, além de quantidades relevantes de liamba, heroína, óleo de canábis e MDMA. As autoridades confiscaram igualmente 17 armas de fogo, 25 armas brancas ou proibidas, centenas de munições, 36 viaturas e cerca de três mil euros em numerário.

No que diz respeito à vertente de trânsito, os militares detetaram 7.681 infrações. O excesso de velocidade liderou as ocorrências, com 1.598 registos, acompanhado por 997 viaturas a circular sem inspeção periódica obrigatória e 391 autos por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei. A GNR autuou ainda centenas de condutores por irregularidades nos tacógrafos, anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, falta de seguro de responsabilidade civil, uso indevido do telemóvel ao volante e falhas na utilização do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças.

 

Eduardo Silva

Método “Heróis da Fruta” recebe reconhecimento científico internacional pela promoção da alimentação saudável nas escolas da Guarda

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Foto: APCOI

O método “Heróis da Fruta”, desenvolvido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) e aplicado nas escolas do distrito da Guarda, acaba de ver a sua eficácia comprovada a nível mundial. Segundo o comunicado de imprensa enviado à redação, um estudo recente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, publicado na prestigiada revista científica European Journal of Nutrition, mostra que este programa é uma ferramenta de elevada evidência para aumentar e sustentar o consumo diário de fruta em crianças dos 3 aos 11 anos. A investigação sublinha que a metodologia funciona e provoca resultados rápidos, transformando o ato de comer fruta numa rotina sólida através da combinação de três técnicas lúdico-pedagógicas: o role modelling, a gamificação e a repetição de reforço positivo.

O estudo, liderado por investigadores do Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) desta instituição universitária, concluiu que a iniciativa constitui uma resposta eficaz, replicável e de baixo custo para combater a má nutrição infantil, um dos principais fatores de risco para doenças crónicas como a diabetes e a obesidade. Os dados revelam que, antes da aplicação do método em cada local de ensino, quase 70% das crianças consumiam menos de três porções de fruta por dia. Contudo, com a introdução de atividades diárias de apenas 15 minutos em sala de aula, registou-se um aumento de 44,6% no número de alunos a cumprir as metas diárias de ingestão. Mais ainda, 52,7% das crianças que raramente tocavam em fruta passaram a consumi-la regularmente, transformando cada polo educativo num promotor de saúde.

Um dos dados mais relevantes apurados pelos investigadores prende-se com a rapidez na adoção de novos hábitos, observando-se que a grande mudança ocorre logo no primeiro mês. Com base nesta evidência científica, a APCOI decidiu encurtar a duração do programa de doze para apenas cinco semanas, sem perder a sua eficácia. Mário Silva, presidente da associação, sublinha que “este reconhecimento internacional vem carimbar com autoridade científica aquilo que milhares de professores e pais já sabiam na prática”, destacando o projeto como uma ferramenta pedagógica acessível. Por sua vez, Raquel Martins, autora e investigadora principal do estudo, refere que “a escola é um contexto único para criar oportunidades repetidas e positivas”, salientando que as crianças previamente expostas à intervenção em anos anteriores apresentam uma maior probabilidade de cumprir as recomendações de consumo logo no primeiro dia letivo. A investigação destacou-se ainda por aplicar de forma pioneira modelos de sobrevivência para compreender a dinâmica de formação de hábitos alimentares na rotina de qualquer centro escolar, reforçando a importância de aliar estratégias lúdicas à ciência rigorosa na saúde pública.

 

Eduardo Silva

Governo adia início das aulas no secundário e alarga proibição de smartphones até ao 9.º ano

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O Conselho de Ministros aprovou a alteração ao Estatuto do Aluno que dita o alargamento da proibição do uso de smartphones nas escolas até ao 9.º ano de escolaridade. A medida, que na sua versão anterior abrangia os alunos até ao 6.º ano, entrará oficialmente em vigor a 1 de janeiro de 2027, permitindo aos estabelecimentos de ensino um período de transição e adaptação durante o primeiro período letivo. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, sublinhou que a decisão acompanha as tendências internacionais e visa garantir melhores condições de aprendizagem, protegendo o desenvolvimento dos jovens e minimizando comportamentos aditivos. Mantêm-se, no entanto, exceções para situações devidamente justificadas, como necessidades de saúde comprovadas ou fins de tradução.

A formalização desta restrição surge alicerçada nos resultados positivos já observados no terreno. De acordo com um estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP), nas escolas onde a interdição foi aplicada, verificou-se um aumento de 36% na socialização entre os alunos e uma melhoria de 13% nos índices de disciplina. Recorde-se que, no último ano letivo, 52% das escolas com o 3.º ciclo já tinham avançado de forma autónoma com a proibição dos equipamentos móveis. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, aplaudiu o alargamento da iniciativa e adiantou que existem diretores a ponderar estender a interdição de forma progressiva até ao 12.º ano. Para complementar estas ações no ambiente escolar, o Governo revelou ainda estar em curso a contratação de 1.406 técnicos especializados, dos quais cerca de metade são psicólogos.

Paralelamente às novas regras de vivência escolar, o Executivo anunciou alterações excecionais no calendário letivo para o próximo ano. O arranque das aulas para o ensino secundário, inicialmente previsto para a semana de 11 a 15 de setembro, foi oficialmente adiado para o dia 21 de setembro. O ministro da Educação explicou que este adiamento decorre dos graves constrangimentos sentidos num processo de correção de exames em formato digital que “não correu bem”, o que provocou uma sobrecarga sobre os professores classificadores. Perante as dificuldades técnicas que forçaram a criação de uma época especial de exames, os diretores escolares haviam já solicitado ao Governo o atraso no arranque das aulas. Neste momento, o Ministério da Educação encontra-se ainda a avaliar a possibilidade de aplicar um adiamento idêntico ao início das atividades letivas para os alunos do 3.º ciclo, decisão que será anunciada futuramente.

 

Eduardo Silva

ULS da Guarda assinala Dia Mundial do Cancro do Pulmão com mostra de sensibilização

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Imagem: ULS Guarda

Para assinalar o Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que se comemora a 1 de agosto, a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda convida a população a visitar uma mostra de sensibilização promovida pela equipa de técnicas invasivas pneumológicas do serviço de Pneumologia. A iniciativa pretende alertar a comunidade para a importância da prevenção e do diagnóstico atempado desta doença.

A instituição preparou um conjunto de dinâmicas que pretendem aproximar a população da realidade clínica, reunindo duas exposições na iniciativa. A primeira, intitulada “A equipa de outro ponto de vista”, oferece uma perspetiva focada nos profissionais de saúde que, diariamente, diagnosticam e tratam doentes com cancro do pulmão, destacando a dimensão humana e a dedicação inerente a estes cuidados. Em complemento, é apresentada a mostra “Da saúde à doença…”, pensada para explicar, de forma simples e visual, as diferenças entre exames pulmonares normais e imagens de diagnóstico, sublinhando assim o papel fundamental da deteção precoce.

Recorde-se que o cancro do pulmão continua a figurar entre as principais causas de mortalidade oncológica a nível global. O tabagismo mantém-se como o principal fator de risco, embora existam outras variáveis, como a exposição a agentes ambientais e ocupacionais ou a presença de antecedentes familiares. A ULS da Guarda sublinha, em nota de imprensa, que a “adoção de estilos de vida saudáveis, a cessação tabágica e a vigilância clínica adequada são determinantes para reduzir o risco e aumentar a probabilidade de um diagnóstico precoce, essencial para melhorar o prognóstico da doença”.

A instituição fez saber que “com esta iniciativa (…) pretende sensibilizar a população para a importância da prevenção, promover a literacia em saúde e valorizar o trabalho desenvolvido pelos seus profissionais, reafirmando o [seu] compromisso (…) com a promoção da saúde, a humanização dos cuidados e a proximidade à comunidade”.

 

Eduardo Silva

Museu do Côa comemora 16 anos de “valorização, preservação e divulgação da arte rupestre do Vale do Côa”

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Foto: Museu do Côa

No dia de hoje, 30 de julho, o Museu do Côa comemora 16 anos da sua fundação. Um centro que se define como um espaço que se tornou “uma referência na valorização, preservação e divulgação da arte rupestre do Vale do Côa e da história da presença humana neste território”.

O museu destaca que ao longo dos anos “tem acolhido milhares de visitantes de todo o mundo, promovido a investigação científica, desenvolvido projetos educativos e culturais reforçado a importância de um património classificado pela UNESCO como Património Mundial”.

Além disso, define este aniversário como “uma celebração de todos os que contribuíram para esta história: colaboradores, investigadores, parceiros, comunidades locais e visitantes que, diariamente, ajudam a manter vivo este legado excecional”, reafirmando o seu compromisso com o presente e com a construção de um futuro “guiados pelos valores e pela nobre missão que nos une”.

 

Eduardo Silva

Polícia Judiciária desmantela rede criminosa de “Alta Gama” em operação com incidência na Guarda

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Foto: Google

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou um grupo criminoso organizado especializado na burla a empresas e entidades financeiras, no âmbito de uma megaoperação designada “Alta Gama”, que contou com a participação do Departamento de Investigação Criminal da Guarda e teve incidência nesta cidade beirã. A ação policial, conduzida pela Diretoria do Sul sob a direção do DIAP de Faro, mobilizou cerca de 50 inspetores e levou à detenção de sete homens, com idades compreendidas entre os 49 e os 63 anos. Para além da Guarda, o cumprimento de 11 buscas domiciliárias e duas em estabelecimentos comerciais estendeu-se a Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Oliveira do Hospital, Albufeira, Quarteira e Vilamoura, evidenciando a dimensão nacional e a articulação inter-regional desta rede criminosa que operava de forma ininterrupta desde, pelo menos, o início de 2024.

O esquema fraudulento desmantelado assentava na aquisição de sociedades comerciais através do recurso a “sócios de favor”, estratégia que permitia aos suspeitos obter financiamentos, mercadorias e adquirir viaturas de alta cilindrada em regime de locação financeira. Segundo as autoridades, estes veículos eram posteriormente rematriculados no estrangeiro e revendidos a terceiros, o que levava a um enriquecimento ilegítimo que já provocou prejuízos patrimoniais apurados superiores a 1,6 milhões de euros, um valor que a investigação admite que venha a ser consideravelmente superior. Durante as diligências operacionais, que envolveram os inspetores da Guarda juntamente com as estruturas do Norte, Centro e Sul, a PJ apreendeu três dessas viaturas, cerca de 40 mil euros em numerário e documentação probatória. Os sete detidos, que apresentavam diferentes níveis de intervenção na estrutura do grupo, encontram-se indiciados pela prática dos crimes de associação criminosa, burla qualificada e branqueamento de capitais, aguardando agora o primeiro interrogatório judicial para a aplicação das respetivas medidas de coação.

 

Eduardo Silva

Férias de verão concentram quase 40% dos abandonos de animais: GNR recorda que o ato é crime

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Imagem: Facebook GNR

Com a aproximação do período de férias prolongadas e do Dia Internacional do Animal Abandonado, que se assinala a 15 de agosto, a Guarda Nacional Republicana (GNR), reforça o alerta para a importância da adoção responsável, lembrando as consequências criminais do abandono e dos maus-tratos a animais de companhia. Os dados recolhidos pelas autoridades revelam que os meses de julho e agosto concentram o maior número de ocorrências, com 142 casos registados, o que representa 38,1% do total anual. Esta realidade está frequentemente associada às deslocações e ausências típicas da época estival, afetando de forma mais expressiva os canídeos e felídeos. A força de segurança sublinha que a adoção constitui um compromisso permanente e que, perante a impossibilidade temporária de manter o animal durante as férias, o abandono nunca é uma opção aceitável, existindo hoje diversas alternativas seguras, como alojamentos próprios ou o apoio familiar.

No que diz respeito à atividade de fiscalização e investigação na área de jurisdição da Guarda, os números entre 2024 e o primeiro semestre de 2026 evidenciam o registo de mais de 2.400 crimes. Em detalhe, no ano de 2024 foram contabilizados 591 casos de maus-tratos e 389 de abandono, valores que em 2025 se situaram nos 633 e 373, respetivamente. Já nos primeiros seis meses do presente ano de 2026, os dados provisórios apontam para 312 crimes de maus-tratos e 159 de abandono. Embora a análise estatística demonstre uma ligeira tendência de decréscimo nos registos de abandono, mantêm-se padrões temporais preocupantes, destacando-se, além do pico estival, um aumento em menor escala no período pós-natal. Geograficamente, os distritos de Braga, Setúbal, Porto e Lisboa, impulsionados pela sua maior densidade demográfica, apresentam a maior incidência destes ilícitos. O esforço investigatório da GNR neste período de dois anos e meio resultou na detenção de 28 pessoas em todo o território nacional, na identificação de 1.449 suspeitos e na constituição de 432 arguidos.

A GNR reitera que, através do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA), se mantém “profundamente empenhada na defesa dos valores naturais, ambientais e do bem-estar animal”, recordando a toda a população que estes atos são puníveis por lei e que a decisão de acolher um animal exige responsabilidade e cuidados contínuos. A colaboração da comunidade é considerada fundamental para travar este flagelo, apelando as autoridades a que qualquer suspeita ou denúncia seja comunicada de imediato. Para o efeito, os cidadãos têm ao seu dispor a Linha SOS Ambiente e Território, através do número gratuito 808 200 520, com atendimento permanente, podendo ainda recorrer à denúncia online no portal institucional em www.gnr.pt ou através do correio eletrónico sepna@gnr.pt.

 

Eduardo Silva

Liga Portuguesa Contra o Cancro lança bolsas para apoiar equipas de cuidados paliativos na região Centro

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Imagem: LPCC.NRC

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC.NRC), em parceria com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), anunciou a criação de um novo programa de apoio financeiro destinado a incentivar e melhorar a prestação de cuidados paliativos nesta zona do país. Com as candidaturas abertas desde o passado dia 28 de julho e a decorrer até 14 de setembro, as recém-criadas Bolsas LPCC.NRC-APCP de Cuidados Paliativos representam um investimento global de 22.500 euros. Segundo a informação enviada à redação, esta verba destina-se a financiar projetos promovidos por equipas de cuidados paliativos, tendo como principal propósito “a implementação de práticas inovadoras, a qualificação da intervenção clínica e o desenvolvimento de respostas que contribuam para uma melhor qualidade de vida das pessoas com doença oncológica e das suas famílias”.

Os cuidados paliativos assumem um papel determinante na resposta às necessidades dos doentes oncológicos, proporcionando o alívio do sofrimento nas suas dimensões física, psicológica, social e espiritual. É com o intuito de reforçar “a qualidade, a humanização e a equidade no acesso a estes cuidados” especializados que a estrutura regional da Liga avança com esta iniciativa. Segundo Vítor Rodrigues, presidente da LPCC.NRC, esta valência representa “uma dimensão essencial dos cuidados em oncologia, porque colocam a pessoa, a sua dignidade e a sua qualidade de vida no centro da intervenção”. O responsável alerta ainda para uma realidade particularmente sensível nas regiões do interior, sublinhando que “continuam a existir desigualdades significativas no acesso a estes cuidados, sobretudo fora dos grandes centros urbanos”. É neste contexto de disparidade territorial que o dirigente enquadra a pertinência destas bolsas, afirmando a sua convicção de que as mesmas funcionarão como “um incentivo à inovação e à melhoria contínua” do acompanhamento prestado a quem enfrenta a doença.

A visão é partilhada pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, cuja presidente, Catarina Pazes, sublinha a satisfação com a concretização deste projeto conjunto. Para a responsável da APCP, a “iniciativa traduz um compromisso partilhado com o reforço da qualidade assistencial e das competências das equipas que se dedicam ao alívio do sofrimento das pessoas com doença oncológica e das suas famílias”. Catarina Pazes reforça que “apoiar quem cuida é um caminho essencial para a valorização dos cuidados paliativos enquanto resposta clínica especializada, transversal a todos os contextos de cuidados”. As equipas da região Centro interessadas podem consultar mais informações em: https://www.ligacontracancro.pt/bolsaspaliativos.

 

Eduardo Silva

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