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PSP abre candidaturas. Maiores de 18 podem concorrer

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O ministro da Administração Interna admite que existe um problema no recrutamento de novos elementos para a PSP: não tem havido candidatos suficientes para as vagas disponíveis. Por isso, uma das primeiras medidas que tomou, foi antecipar a idade de candidatura para os 18 anos.

Numa audição no âmbito da apreciação da proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), José Luís Carneiro revelou que o Governo pretende adotar “novos requisitos de admissão para os candidatos à Polícia de Segurança Pública”, para “criar uma maior motivação e atratividade das forças e serviços de segurança”.

A redução, de 19 anos para 18 anos, do limite de idade dos jovens que queiram candidatar-se a agentes da PSP, como já acontece na GNR, é uma dessas medidas, que constam de uma portaria a publicar em Diário da República.

“O aumento da idade máxima de admissão para os 30 anos – atualmente são 27 anos – é outras das alterações aprovadas por José Luís Carneiro nos requisitos de admissão ao curso de formação de agentes da PSP, as quais permitem alargar igualmente o universo de potenciais candidatos àquela força de segurança”, precisou.

Outra das alterações é a aceitação de candidaturas de quem ainda está a frequentar o 12.º ano de escolaridade, embora mantendo-se a obrigatoriedade da sua conclusão até ao início do curso de formação da PSP.

A portaria vai contemplar também a atualização e agilização dos métodos de seleção da PSP, que incluem provas físicas, provas académicas e de avaliação psicológica, assim como uma entrevista profissional de seleção e exames médicos.

“As entrevistas profissionais vão permitir igualmente estabelecer um prognóstico de adaptação dos candidatos às exigências do exercício das funções policiais”, refere o MAI.

De acordo com o Governo, “a prova de conhecimentos, em termos de ponderação para definir a lista de ordenação final dos candidatos, passa a valer 60% (contra os atuais 50%), enquanto as provas de avaliação psicológica – até agora com cinco escalas de valoração e tendo um peso de 25% na ponderação para a lista final de candidatos – vão ser avaliadas nos mesmos termos das provas físicas e do exame médico: apto e não apto”.

Sem responder diretamente às acusações de que o Governo não irá conseguir cumprir a meta traçada pelo anterior ministro Eduardo Cabrita, de incorporar mais 10 mil efetivos na PSP e na GNR até 2023, José Luís Carneiro contrapõe com os números previstos para o ano. Das 2.600 vagas que promete abrir este ano, 1.000 serão para a PSP e 1.600 para a GNR.

Lusa