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Preços dos combustíveis registam aumento acentuado na próxima semana

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Depois de uma descida no início desta semana, os condutores portugueses devem preparar-se para um novo e pesado golpe na carteira. A partir da próxima segunda-feira, dia 17 de agosto, os preços dos combustíveis vão voltar a disparar de forma expressiva. As estimativas provisórias do setor apontam para um agravamento na ordem dos 10 cêntimos por litro, com impacto tanto no gasóleo como na gasolina.

Com esta forte subida projetada, o cenário nas bombas de abastecimento ganha novos e preocupantes contornos. O preço médio do gasóleo simples, que atualmente se situa na casa dos 1,967 euros, deverá ultrapassar a barreira dos dois euros, fixando-se nos 2,068 euros por litro. Feitas as contas, atestar um depósito de 50 litros passará a custar, em média, 103 euros. Este aumento reflete uma subida acumulada de 41 cêntimos por litro desde o passado mês de fevereiro. Já a gasolina simples 95, que agora se situa na casa dos 1,885 euros, deverá atingir um preço médio de 1,977 euros por litro, encarecendo um depósito de 50 litros para perto dos 99 euros.

Os valores exatos que os condutores vão encontrar nas bombas estão, no entanto, dependentes do fecho das cotações nos mercados internacionais desta sexta-feira e de eventuais mexidas do Governo no desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Ainda assim, a tendência de subida acentuada parece consolidada e surge na mesma semana em que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) publicou uma análise detalhada ao setor, garantindo não ter encontrado irregularidades no mercado nacional.

Nesse documento, o regulador procurou desmistificar a convicção popular de que os combustíveis sobem mais depressa do que descem. A ERSE garante não ter encontrado provas persistentes do chamado efeito “foguete-pluma”, esclarecendo que os preços cobrados aos portugueses refletem de forma fiel as cotações internacionais da gasolina e do gasóleo já refinados. Numa altura em que o Instituto Nacional de Estatística confirmou o abrandamento da taxa de inflação para os 3% em julho, a fatura dos transportes continua a pesar. Como os preços são livres, fica a recomendação aos condutores para consultarem o portal da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), procurando assim os postos de abastecimento locais mais económicos antes de atestarem os seus veículos.

 

Eduardo Silva