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Freguesia de Coriscada integra projeto piloto “Multibanco + perto”

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A freguesia de Coriscada, localizada no concelho de Mêda, é uma das 30 freguesias do país selecionadas para integrar a fase piloto do projeto “Multibanco + perto”, uma iniciativa que visa combater a exclusão financeira nas populações mais isoladas.

O projeto “Multibanco + perto” pretende garantir o acesso a serviços bancários essenciais às populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento bancário próximo. Na nota divulgada, lê-se que “esta fase piloto abrangerá até 30 freguesias e servirá para avaliar a potencial expansão [da iniciativa] e a forma como será levada a cabo em muitas outras que posteriormente queiram aderir ao projeto”.

O Ministério da Economia fez saber que o serviço será “disponibilizado ainda esta semana nas freguesias de São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis, São Sebastião dos Carros, Espírito Santo e Santana de Cambas, em Mértola, seguindo-se, posteriormente, a disponibilização do serviço na Freguesia da Coriscada, em Mêda”.

O Governo fez saber em comunicado de imprensa que o projeto consiste na “disponibilização de Terminais de Pagamento Automático Digitais (SmartPOS) que permitem a realização de 90% das operações disponíveis nos Caixas MULTIBANCO e que são as mais utilizadas pela população em geral, nomeadamente a disponibilização de numerário, pagamento de serviços, carregamento de telemóveis e consultas de saldo e movimentos”.

Segundo o Executivo, as “Juntas de Freguesia serão responsáveis pela gestão da utilização destes Terminais de Pagamento Automático e pela disponibilização da liquidez necessária para assegurar o levantamento de dinheiro pelas populações que pretendam recorrer a este serviço”.

O Governo explica que a iniciativa “responde diretamente ao desafio da coesão territorial permitindo uma cobertura nacional que visa assegurar o acesso a serviços financeiros à quase totalidade da população portuguesa”. O objetivo do Executivo é garantir que “praticamente todos os residentes em Portugal possam vir a dispor de meios seguros, modernos e acessíveis para realizar operações bancárias essenciais”, prevendo-se abranger mais cerca de 700 mil pessoas do que as que atualmente têm esse acesso.

Para contextualizar a importância desta medida, o Executivo recorda que o Relatório do Banco de Portugal ‘Avaliação da Cobertura da Rede de Caixas Automáticos e Balcões de Instituições de Crédito’ de 2022, identificou 1276 freguesias (41% do total do país) que não dispunham de serviços bancários a menos de 5, 10 ou 15 quilómetros, uma realidade que afetava de forma direta cerca de 740 mil pessoas (aproximadamente 7% da população portuguesa).

 

Eduardo Silva