A partir de amanhã, e até ao próximo dia 13 de julho, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP unem forças numa campanha de sensibilização e fiscalização direcionada aos veículos de duas rodas a motor.
Sob o lema “Duas Rodas – Agarre-se à Vida”, esta é a sétima campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, dedicada a um dos grupos de utilizadores com maior exposição ao risco rodoviário. A ação decorre entre 7 e 13 de julho e tem como intuito alertar os condutores de motociclos e ciclomotores para os comportamentos de risco, promovendo uma condução mais segura, defensiva e responsável. A campanha visa também reforçar a sensibilização dos restantes utilizadores da via para a necessidade de partilha segura do espaço rodoviário.
À semelhança de campanhas anteriores, a operação divide-se em duas vertentes: a sensibilização, que ficará a cargo da ANSR, e a fiscalização, assegurada pelas forças de segurança (GNR e PSP), com particular foco nos comportamentos de risco associados aos acidentes graves. As operações vão decorrer em simultâneo, incidindo em vias e locais onde se registam níveis mais elevados de sinistralidade.
Os dados revelam que este tipo de veículos continua a apresentar níveis elevados de sinistralidade grave. Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram-se 34 179 acidentes com vítimas a envolver estes veículos, dos quais resultaram 440 vítimas mortais, 3 041 feridos graves e 34 501 feridos leves.
Embora a maioria das vítimas corresponda a condutores e passageiros de ciclomotores e motociclos, este universo abrange também outros utilizadores, como peões ou ocupantes de outros veículos. Segundo o PNF 2026, “quase metade da sinistralidade grave envolvendo veículos de duas rodas a motor ocorre em arruamentos urbanos e em estradas nacionais”, onde a vulnerabilidade dos seus utilizadores é particularmente elevada.
Para combater esta realidade, a campanha alerta para comportamentos que aumentam de forma significativa o risco de acidente grave, nomeadamente excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas, circulação entre filas de trânsito de forma irregular, manobras bruscas ou mudanças de direção sem sinalização, condução sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas, utilização incorreta ou ausência de capacete e equipamento de proteção, falta de atenção e condução distraída e reduzida perceção dos motociclistas pelos restantes condutores.
As autoridades recordam que a utilização correta de capacete homologado e de equipamento de proteção adequado pode reduzir significativamente a gravidade das consequências num acidente.
Desenvolvido anualmente com base nas recomendações europeias e no quadro estratégico Visão Zero 2030 (que tem como meta a eliminação de vítimas mortais nas estradas), o PNF deixa ainda o alerta de que a sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade e que as suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros por parte de todos.
Eduardo Silva














